Notícias › 24/07/2017

Apelo do Papa pede o fim da violência em Jerusalém

Os conflitos tiveram início após a decisão de Israel de limitar o acesso à Esplanada das Mesquitas a pessoas maiores de 50 anos e instalar detectores de metais Após recitar o Angelus com os fiéis presentes na Praça São Pedro, neste domingo, 23, o Papa Francisco fez um apelo pelo fim da violência em Jerusalém, chamando as partes envolvidas à “moderação e ao diálogo”:

“Acompanho com preocupação as graves tensões e as violências destes dias em Jerusalém. Sinto a necessidade de expressar um premente apelo à moderação e ao diálogo. Convido vocês a vos unirem a mim na oração, para que o Senhor inspire em todos, propósitos de reconciliação e de paz”.

Os conflitos tiveram início na última sexta-feira, 21, após a decisão de Israel de limitar o acesso à Esplanada das Mesquitas a pessoas maiores de 50 anos e instalar detectores de metais, em resposta ao ataque de três palestinos que matou dois policiais israelenses perto da cidade Velha em 14 de julho.

Cinco palestinos já morreram durante os conflitos entre polícia e manifestantes. Por outro lado, três colonos israelenses morreram após terem sido esfaqueados em um assentamento próximo a Ramallah.

Na manhã deste domingo, 23, os serviços secretos israelenses prenderam ao menos 25 pessoas na Cisjordânia, entre os quais alguns funcionários do Hamas e o ex-ministro e parlamentar palestino, Omar Abdel Razek.

ONU

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reunirá na segunda-feira, 23, para discutir o mais sangrenta onda de violência entre palestinos e israelenses em anos, disseram diplomatas.

Suécia, Egito e França solicitaram o encontro para “discutir urgentemente” como os pedidos para impedir a escalada do conflito em Jerusalém podem ser atendidos, informou no Twitter o vice-embaixador da Suécia na ONU, Carl Skau.

Israel enviou neste sábado, 22, tropas adicionais à região ocupada da Cisjordânia e fez buscas na casa do agressor palestino que na sexta-feira esfaqueou e matou três israelenses, de acordo com o exército.

Por Rádio Vaticano