Notícias › 03/01/2017

Arquidiocese de Manaus envia nota à sociedade sobre as rebeliões que ocorreram no estado

Em nota, arcebispo repudia a mentalidade daqueles que banalizam a vida, achando que a mesma é descartável, onde se pode matar e praticar todo tipo de crime e violência contra os cidadãos

A arquidiocese de Manaus (AM), por meio da Pastoral Carcerária, emitiu uma nota lamentando o massacre ocorrido neste domingo, 1º de janeiro de 2017, no Sistema Penitenciário de Manaus, onde morreram ao menos 60 detentos. O texto, assinado pelo arcebispo metropolitano, dom Sérgio Eduardo Castriani, e pela pastoral, apresenta o “repúdio à mentalidade daqueles que banalizam a vida, achando que a mesma é descartável, onde se pode matar e praticar todo tipo de crime e violência contra os cidadãos”. O arcebispo manifestou também solidariedade às famílias enlutadas. No próximo sábado, 7, será celebrada uma missa em sufrágio dos falecidos. A celebração será presidida por dom Sérgio Castriani, na Catedral da Imaculada Conceição, localizada no centro da capital, às 16h.

Leia a nota na íntegra:

Nota à sociedade sobre as rebeliões que ocorrem em Manaus (AM)

“Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos” (Marcos 7,2)

Diante do massacre ocorrido neste domingo, 1º de janeiro de 2017, no Sistema Penitenciário de Manaus, onde morreram ao menos 60 detentos, a Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Manaus, se pronuncia, em defesa da vida e manifesta solidariedade às famílias enlutadas.

A Pastoral Carcerária, afirma em primeiro lugar que é dever do Estado cuidar e garantir a integridade física de cada detento, oferecendo as condições para cumprimento das suas respectivas penas.

A Pastoral Carcerária visita o Sistema Prisional há 40 anos, por isso afirma que o Sistema Prisional não recupera o cidadão, pelo contrário oportuniza escola de crime, em vez de oferecer atividades ocupacionais aos internos.

Considera ainda que a raiz do problema carcerário no Estado do Amazonas e no Brasil é falta de políticas públicas. A terceirização também fragiliza o sistema, onde o preso representa apenas valor econômico.

Manifestamos nosso repúdio contra a mentalidade daqueles que banalizam a vida, achando que a mesma é descartável, onde se pode matar e praticar todo tipo de crime e violência contra os cidadãos (as).

Enfim, não se pode responder violência, com violência, mas com não-violência, visando uma cultura de paz.

Confiando na misericórdia divina, convidamos todos para uma missa em sufrágio dos falecidos. Esta acontecerá no dia 7 de janeiro, sábado, na Catedral da Imaculada Conceição, centro da capital, às 16h. A celebração será presidida pelo arcebispo de Manaus, Dom Sérgio Eduardo Castriani.

Pastoral Carcerária

Dom Sérgio Eduardo Castriani
Arcebispo Metropolitano de Manaus (AM)

Por  Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)