Notícias › 04/04/2017

Cardeal Parolin: “substituir a lei do poder com o poder do amor”

“Substituir a lei do poder com o poder do amor.” Para o secretário de Estado vaticano, Cardeal Pietro Parolin, esse é o caminho para realizar “o desenvolvimento humano integral” auspiciado 50 anos atrás pelo Papa Paulo VI.

Na homilia da missa oficiada esta segunda-feira (03/04) na Basílica de São Pedro, por ocasião da Conferência internacional promovida pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, que celebra os 50 anos da “Populorum Progressio”, o purpurado explicou que as “boas intenções” não servem, mas “ações concretas” para promover a solidariedade para “com toda pessoa que sofre” e a paz.

O ponto de partida é a “preocupação constante com a dignidade da pessoa – corpo e alma, mulher e homem, indivíduo e sociedade – para buscar toda justiça”, afirmou.

O Cardeal Parolin definiu “providencial a coincidência” entre os 50 anos da Populorum Progressio e o início da atividade do novo Dicastério instituído por vontade do Papa Francisco, que reúne quatro organismos da Santa Sé (Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, Cor Unum, Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes e Pontifício Conselho da Pastoral para os Agentes de Saúde) para dar fim às “formas de marginalização” para com os migrantes, aqueles que se encontram em situação de provação e de necessidade, os encarcerados, os desempregados, as vítimas de guerras e de catástrofes naturais.

“Ninguém é tão pequeno” para eximir-se de dar sua contribuição em favor do desenvolvimento, advertiu o secretário de Estado vaticano, precisando que o novo Dicastério pontifício deve agir “como um único corpo, com diferentes funções”.

Daí o convite, dirigido aos presentes, a “trabalhar juntos, unidos na preocupação uns pelos outros, para proclamar a salvação no centro e nas periferias, a paz e a reconciliação entre indivíduos e os povos”.

“Não se deve ter medo de sujar as mãos ao trabalhar pela paz e a justiça no mundo”, foi o convite final do Cardeal Parolin.

Por Rádio Vaticano