Notícias da paróquia › 31/07/2013

XVII Domingo do Tempo Comum

XVII Domingo do Tempo Comum – Ensina-nos a rezar!

28/07/2013+ Sergio da Rocha

Arcebispo de Brasília

O texto do Evangelho segundo Lucas, hoje proclamado, se inicia com uma afirmação fundamental para se compreender o que se passa a seguir: “Jesus estava rezando”. São muitas as situações em que Jesus reza, conforme narram os Evangelhos.  O exemplo de Jesus leva os discípulos a quererem aprender a rezar, segundo o pedido de um deles: “Senhor, ensina-nos a rezar” (Lc 11,1).

Em resposta, Jesus lhes ensina a oração que nós denominamos “Pai Nosso”. Contudo, junto com as palavras que ele nos ensina a dizer ao Pai, ele também ensina as atitudes que devem acompanhar a oração, especialmente, a confiança e a perseverança. Não se pode rezar o Pai Nosso de qualquer jeito, apenas repetindo palavras. É preciso rezar com o coração e atitudes de filhos. Filhos que confiam no Pai. Filhos que fazem a vontade do Pai. Filhos que permanecem fiéis ao Pai. Por isso, procuremos rezar, de coração, a oração que o Senhor nos ensinou, nas diversas situações da vida, em meio a alegrias ou dores.  Jesus se dirigiu ao “Pai” também na hora da paixão, no jardim das oliveiras e na própria cruz. Aquele que nos revelou em plenitude o rosto misericordioso do Pai nos ensinou a ter confiança nele e a permanecer na fidelidade.

Pela sua importância, o Pai Nosso, nos primeiros séculos, era confiado aos que se preparavam para o batismo somente no final de sua preparação. Quem o recebia, zelava bastante pelas palavras e pelo modo de rezar, exclamando “Pai”, ao sair das águas do batismo, não apenas com os lábios, mas com o coração e a vida.

É importante recordar sempre que foi de Jesus que nós recebemos esta belíssima oração, através da Igreja. Por meio do Pai Nosso, manifestamos a graça de pertencer à família dos filhos de Deus, reconhecendo-o como Pai e, ao mesmo tempo, aceitando os outros como irmãos. Pelo batismo, ingressamos na Igreja e passamos a chamar a Deus como Pai nosso. Por isso, é preciso revalorizar o batismo. Na segunda leitura, a Carta de São Paulo aos Colossenses fala do batismo como a nossa participação na morte e ressurreição de Cristo, como passagem da morte do pecado à vida em Cristo, graças à sua vitória pascal.

Pelo batismo, participamos da grande família que tem a alegria de receber a visita do Papa Francisco ao Brasil, que se encontra no Rio de Janeiro, participando da Jornada Mundial da Juventude. Por isso, nos unimos, ainda mais, a ele, assim como aos jovens do mundo todo que lá estão, por meio da oração confiante ao Pai. Pela graça de Deus, seja este um tempo especial de oração e de comunhão na Igreja, de fortalecimento da fé e de evangelização da Juventude.

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