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Entre o trabalho e a oração, Padre Chrystian fala sobre o caminho da santidade

No quarto dia da Novena, Padre Chrystian Shankar refletiu sobre santidade, felicidade e a importância de reconhecer os projetos de Deus para cada pessoa

Marta estava ocupada com os afazeres da casa. Maria, aos pés de Jesus, simplesmente escutava. Entre as duas irmãs, o Evangelho apresentado no quarto dia da Novena em honra a Nossa Senhora Aparecida trouxe uma reflexão para a vida de mais de 2.000 fiéis reunidos na Catedral de Brasília nesta terça-feira, 6.

Presidindo a celebração, Padre Chrystian Shankar, de Minas Gerais, explicou que Marta e Maria representam dimensões que convivem dentro de cada pessoa. Uma lembra o serviço, o trabalho e a ação. A outra, a contemplação e a escuta da Palavra de Deus.

“A contemplação deve preceder a ação. Ou seja, a conexão espiritual deve vir antes do trabalho e do pão”, afirmou.

Para o sacerdote, não se trata de escolher entre uma postura e outra, mas de entender de onde deve partir aquilo que fazemos. A oração, a Eucaristia e a Palavra precisam orientar as atividades do dia a dia e também os projetos que cada pessoa constrói para a própria vida.

Santidade antes da felicidade

A reflexão também passou por uma busca muito presente na vida de todos. A felicidade.

Padre Chrystian alertou para o risco de procurar uma alegria imediata nos prazeres oferecidos pelo mundo. Segundo ele, essa felicidade é passageira, tem “data de validade” e pode deixar um vazio interior.

Inspirado na figura de Nossa Senhora, o sacerdote lembrou que o caminho do cristão não começa pela busca da felicidade, mas pela santidade e pela vida na graça de Deus. É dessa comunhão que nasce uma alegria mais profunda e verdadeira.

“A verdadeira alegria provém de uma vida de santidade e de se estar preenchido pela graça de Deus, que brota de dentro para fora”, destacou.

E se o projeto não for o meu?

A pergunta também alcançou outro ponto da vida de oração: o que, afinal, pedimos a Deus?

Padre Chrystian convidou os fiéis a olhar para suas próprias orações e perceber se estão pedindo que Deus abençoe projetos que já decidiram seguir ou se estão, de fato, abertos para descobrir aquilo que Ele deseja.

O exemplo de Maria e São José apareceu como referência para esse caminho de entrega. Para o sacerdote, viver a fé também significa ter “a coragem de abrir mão de suas próprias vontades para cumprir os desígnios divinos”.

Ao final da celebração, deixou um desafio simples para os fiéis levarem para casa. Diante de cada reclamação, procurar um motivo para agradecer. Um exercício cotidiano de conversão e de reconhecimento da graça de Deus mesmo nos momentos difíceis.

Fotos: Paulo/ClickSanto | Ed Alves/Correio Braziliense

Texto por: Genilson/Pascom, sob supervisão da Assessoria de Comunicação

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