No quinto dia da novena, sacerdote destacou Maria como presença de esperança e refúgio e refletiu sobre a força do “sim” de Nossa Senhora e de São José
Antes mesmo de começar a Novena, uma grande fila já se formava do lado de fora da Catedral de Brasília. Os fiéis aguardavam para conversar com Padre Patrick Fernandes, que fez questão de atender a todos antes da celebração. Depois da Santa Missa, o sacerdote voltou a acolher aqueles que ainda esperavam por um momento de conversa e oração.
A cena marcou o quinto dia da Novena em honra a Nossa Senhora Aparecida, celebrado nesta quarta-feira, 7. Da fila à homilia, a noite foi marcada por uma mesma busca. Encontrar em Deus e em Nossa Senhora um lugar de esperança, especialmente nos momentos mais difíceis da vida.
Padre Patrick, da Diocese de Marabá (PA) e pároco da Paróquia São Sebastião, em Parauapebas (PA), apresentou Maria como um “farol” para os cristãos. Uma mulher delicada, mas também forte e ativa, que esteve em movimento e profundamente conectada aos propósitos de Deus.
“Maria é, na nossa vida, um sinal de esperança, um farol a nos iluminar nos dias de tristeza, de escuridão”, afirmou.
Maria, a moldura de uma grande pintura
Durante a homilia, o sacerdote recorreu a uma imagem para explicar o lugar de Maria na história da salvação. Assim como uma moldura realça uma obra de arte, Nossa Senhora ajuda a revelar a beleza daquele que está no centro: o próprio Jesus.
“Maria é uma moldura que realça e faz resplandecer a grande pintura que é Jesus”, explicou.
A partir do Evangelho de João, Padre Patrick lembrou dois momentos que marcam a presença de Maria na trajetória de Cristo. As Bodas de Caná, quando ela percebe a necessidade dos outros e aponta para Jesus, e a presença silenciosa aos pés da cruz.
Entre o início e o fim da missão de Jesus, Maria permanece presente. Para Padre Patrick, sua vida revela uma mulher que soube caminhar com Deus e permanecer fiel também diante da dor.
O poder de um “sim”
A reflexão também alcançou São José. Padre Patrick destacou que tanto Maria quanto José precisaram abrir mão de seus próprios caminhos para acolher um projeto maior do que os seus.
O “sim” de Nossa Senhora permitiu que “o Verbo de Deus se fizesse carne”. O de José também foi marcado pela confiança e pela disposição de acolher aquilo que Deus lhe apresentava.
Ao final da celebração, o sacerdote convidou os mais de 2.600 fiéis presentes a fazerem também sua entrega ao coração de Nossa Senhora, confiando a ela as próprias vidas, dores e esperanças.







Fotos: Ed Alves/Correio Braziliense | Aristides/Pascom
Texto por: Genilson/Pascom, sob supervisão da Assessoria de Comunicação