Horário de Funcionamento e Visita
Segunda-feira: das 08h às 17h
Terça e Sexta-feira: das 10:30h às 17h (limpeza da Nave Central das 08h às 10:30h)
Quarta, Quinta Sábado e Domingo: das 08h às 17h
Hours of Operation and Visit
Monday: 8am at 5pm
Tuesday and Friday: 10:30 - 17: 00 (cleaning of the Central Ship from 08:30 - 10:30)
Wednesday, Thursday Saturday and Sunday: from 08h to 17h
Horários de Funcionamento na Pandemia
Segundas: fechada
De terça a sexta: das 08h às 12h15 (inicio da missa) depois fecha.
Sábados: das 08h às 17h (inicio da missa)
Domingos: das 09 às 12h e das 16h às 18h (inicio da missa)

Categorias sociais

A atual Constituição Federal, de 1988, no seu quinto artigo, diz: “Todos são iguais perante a lei…”. O Evangelho de Jesus destaca o maior dos Mandamentos: “Amar a Deus e amar o próximo” (Mt 22,37-39). Mesmo sob o conjunto das normas aplicadas em categorias sociais diferentes, o amor é a lei maior, que deve superar as diversas realidades, que compõem a estrutura de uma sociedade.

As categorias não deveriam ter atitudes de contraposição. Para os seguidores de Jesus Cristo, o mandamento maior do amor os leva à prática evangélica. Quem ama a Deus, por consequência, deveria amar também o próximo, mesmo que ele seja de outra categoria. Na pessoa existe a estrutura humana como sustentáculo da existência. Internamente está presente a força da ação de Deus.

Em Jesus Cristo, o amor ao próximo foi na medida do amor do Pai do céu pelos seus filhos. Um amor de doação total, com requinte de morte na cruz. Foi uma prática diferente do que acontece hoje. Temos mortes provocadas com requintes de crueldade, de atitudes totalmente contra os indicativos do Evangelho. O sentido da vida humana, e divina, fica totalmente desrespeitado.

O amar a Deus e ao próximo, mesmo em categorias diferentes, não depende de quanto fazemos para Deus ou para o próximo, mas a forma como a pessoa se comporta nas suas intenções. Os frutos devem ser expressão da vontade de querer fazer e realizar concretamente o bem. Quem ama o próximo dentro desse contexto, automaticamente estará amando a Deus.

Há uma expressão, fundamental para identificar a vida das pessoas, que diz mais ou menos assim: ‘Não se deve fazer a outrem o que não é desejado para si mesmo’ (cf. Ex 22,20). O formato disso deve chegar ao coração de todas as pessoas, seja a qual categoria humana pertença. Tudo depende da sensibilidade interior, onde reina a força sagrada da consciência de cada indivíduo.

O próximo, aquele que Jesus fala, não é apenas o mais necessitado, o carente e marginalizado, mas a pessoa humana com quem existe convivência. O amor verdadeiro se expressa no relacionamento e na superação dos reais obstáculos da convivência, mesmo que sejam mínimos. É dentro disso que a vida passa a ter sentido e é assumida com uma alegria totalmente contagiante.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba

2017-10-23T14:37:18-03:0023/10/2017|
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