“Maria, Mãe da Esperança” é o tema escolhido para a celebração da novena e da festa de Nossa Senhora Aparecida neste ano de 2025, em Brasília. No ano em que a Igreja celebra o Jubileu Ordinário, com o tema “Peregrinos da Esperança”, a arquidiocese escolheu para celebrar sua padroeira uma expressão contida numa encíclica escrita por São João Paulo II, em 1987. Dois marcos também terão destaque neste ano: os 65 anos da arquidiocese e os 55 anos da Catedral Metropolitana, celebrados respectivamente em abril e maio deste ano.
A expressão “Maria, Mãe da Esperança” é considerada uma das formas mais belas de se referir a Nossa Senhora, e tem fundamento na encíclica Redemptoris Mater, escrita por São João Paulo II, em 25 de março de 1987, no contexto do Ano Mariano. No documento, o então pontífice refletiu sobre o significado que Maria tem no mistério de Cristo e sobre a sua presença ativa e exemplar na vida da Igreja.
A citação mais direta e conhecida da Redemptoris Mater sobre esse título está no número 37 do documento, no qual Papa falou de Maria como aquela que sustenta a esperança da Igreja:
“Maria, portanto, que esteve presente no início da manifestação salvífica de Cristo, por sua presença materna sustenta a esperança da Igreja, enquanto esta caminha no meio das perseguições e tribulações do mundo rumo à Jerusalém celeste”
Reflexão breve sobre o texto
Nesta passagem, São João Paulo II apresenta Maria como um modelo de esperança para todo o Povo de Deus, especialmente nos momentos de provação. Ela, que manteve a fé ao pé da cruz, continua a sustentar a esperança da Igreja peregrina, especialmente nas horas de sofrimento e perseguição.
Ele destaca que a presença materna de Maria não foi apenas no início da vida de Cristo, mas permanece como um sinal constante de esperança para os fiéis de todos os tempos.
Modelo e sustento
Outras partes da Redemptoris Mater reforçam Maria como Mãe da Esperança. Além do número 37, a partir do numero 24 são abordados os temas da esperança, da peregrinação da fé, e da presença de Maria como modelo e sustento para a Igreja.
No número 25, por exemplo, o Papa escreve sobre a participação de Maria na Peregrinação que toda a Igreja faz neste mundo até a glória eterna:
“Precisamente ao longo desta caminhada-peregrinação eclesial, através do espaço e do tempo e, mais ainda, através da história das almas, Maria está presente, como aquela que é «feliz porque acreditou», como aquela que avançava na peregrinação da fé, participando como nenhuma outra criatura no mistério de Cristo”.
Oração a Maria, Mãe da Esperança
Maria, Mãe da Esperança,
Tu que permaneceste firme junto à cruz,
quando tudo parecia perdido,
ensina-nos a confiar nas promessas de Deus.
Nas dificuldades, sê nosso amparo.
Nas dúvidas, sê nossa luz.
Nas tristezas, sê nosso consolo.
Ó Mãe da Igreja,
caminha conosco nas estradas da vida,
sustenta nossa fé,
fortalece nossa esperança,
e aumenta em nós o amor.
Intercede por nós,
para que jamais desanimemos,
mas, como Tu,
permaneçamos fiéis até o fim.
Maria, Mãe da Esperança, rogai por nós!
Amém.