Em 2030, a Catedral Metropolitana de Brasília completa 60 anos de inauguração, e as ações de restauro e melhoria previstas neste período de preparação já tiveram início. A ideia é que o templo, símbolo arquitetônico e religioso de Brasília, possa continuar a ser referência para os turistas e ambiente cada vez mais acolhedor para visitantes e fiéis.
As intervenções fazem parte do projeto “Catedral rumo aos 60 anos”, gerido pelo Instituto Base, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e que visa a realização de obras de restauro e ações de melhorias para o futuro do templo religioso. É por isso que a palavra sustentabilidade foi escolhida para definir as intenções da iniciativa.
“A palavra-chave deste projeto é sustentabilidade no sentido de ter uma visão de futuro para que a Catedral de Brasília possa também gerar recursos para sua conservação e ter condições de receber turistas com uma infraestrutura mais adequada”, explica a diretora presidente do Instituto Base, Celma Souza Pinto.
O projeto atual é mais abrangente que o ocorrido entre 2009 e 2012, segundo Celma. Serão realizadas obras de restauro, reformulação do site e formação para guias turísticos. Tudo isso em três etapas, e sob a supervisão do pároco da Catedral, padre Agenor Vieira.
Na primeira, já iniciada, haverá a elaboração dos projetos de restauro, de engenharia e complementares para aprovação dos órgãos competentes, como o IPHAN. Essa fase conta com o mapeamento de danos, considerado fundamental para embasar os projetos de restauro; a elaboração de inventário; aprimoramento do site da catedral e aplicativo; estudo para instalação de totens; e estudo de viabilidade para criação de um centro de memória da Catedral.
Outra ação contemplada nessa fase é a formação de guias turísticos, em vista da reestruturação do atendimento turístico, com aulas e palestras de especialistas, voltadas para pessoas interessadas da comunidade.
“A segunda e a terceira etapas, de execução das obras, está prevista para o início de 2026. Ao longo dessas etapas, serão realizados eventos e programa de educação patrimonial. Queremos que as pessoas se sintam acolhidas na Catedral, na sua dimensão espiritual, mas também possam ter condições de compreender a dimensão da Catedral como um patrimônio cultural e arquitetônico brasileiro e mundial”, destaca Celma Souza.
Apoio e valores
Com recursos obtidos por meio da Lei Rouanet, o projeto tem custo estimado de R$50 milhões, nas três etapas. O valor aprovado da Etapa 1 é de R$ 4.200.000,00, e o Instituto Cultural Vale já patrocinou 70% desse valor (três milhões), o que permitiu o início dos trabalhos. Agora, a Catedral busca o patrocínio de outras empresas apoiadoras, que podem entrar em contato com o Instituto Base para saber maiores detalhes do projeto.
