No sexto dia da novena, sacerdote refletiu sobre a salvação em Cristo e lembrou que a oração nos aproxima de Deus como filhos
A vida cristã não se resume ao cumprimento de regras. No sexto dia da Novena em honra a Nossa Senhora Aparecida, Padre José Eduardo, da Diocese de Osasco (SP), chamou a atenção dos fiéis para o risco de colocar a observância de normas acima daquilo que está no centro do Evangelho: a salvação oferecida por Jesus Cristo.
A partir da Carta de São Paulo aos Gálatas (3,1-5), o sacerdote refletiu sobre a tentação de acreditar que o esforço humano, a rigidez moral ou o cumprimento de determinadas práticas são suficientes para alcançar a salvação.
“O que nos salva não é a nossa teologia, as nossas ideias, não é a nossa moral. A salvação provém unicamente do sacrifício de Jesus Cristo na cruz do Calvário e não do cumprimento de ritos antigos”, afirmou.
Voltar ao primeiro amor
Ao falar sobre a ação do Espírito Santo, Padre José Eduardo lembrou que a vida de fé não se sustenta apenas em regras ou cobranças. É preciso manter viva a experiência de conversão e a intimidade com Deus, sem transformar a prática religiosa em motivo de orgulho ou comparação com os outros.
O sacerdote convidou os fiéis a retomarem o fervor do início da caminhada cristã, quando o encontro com Deus transforma o coração e dá novo sentido à vida.
“Quando nos convertemos e nos voltamos para Deus de todo o nosso coração, a nossa alma é regenerada e passamos por um novo nascimento”, explicou.
Pedir, buscar e confiar
A reflexão também passou pelo Evangelho de Lucas (11,5-13), no qual Jesus ensina os discípulos a pedir, buscar e bater à porta. Padre José Eduardo destacou que a perseverança na oração nasce da confiança em Deus, que não se relaciona com seus filhos como alguém distante, mas como Pai amoroso.
Mais do que pedir a realização de desejos ou a conquista de bens materiais, o sacerdote lembrou que a oração abre o coração para acolher o maior dom de Deus: o próprio Espírito Santo.
A mensagem deixada aos fiéis foi a de uma fé que não se limita às aparências nem ao cumprimento exterior de obrigações, mas que se renova no encontro com Cristo, na confiança filial e na disposição de deixar Deus transformar a própria vida.





Fotos: Ed Alves/Correio Braziliense | Rayssa/Pascom
Texto por: Genilson/Pascom, sob supervisão da Assessoria de Comunicação