Horário de Funcionamento e Visita
Segunda-feira: das 08h às 17h
Terça e Sexta-feira: das 10:30h às 17h (limpeza da Nave Central das 08h às 10:30h)
Quarta, Quinta Sábado e Domingo: das 08h às 17h
Hours of Operation and Visit
Monday: 8am at 5pm
Tuesday and Friday: 10:30 - 17: 00 (cleaning of the Central Ship from 08:30 - 10:30)
Wednesday, Thursday Saturday and Sunday: from 08h to 17h
Horários de Funcionamento na Pandemia
Segundas: fechada
De terça a sexta: das 08h às 12h15 (inicio da missa) depois fecha.
Sábados: das 08h às 17h (inicio da missa)
Domingos: das 09 às 12h e das 16h às 18h (inicio da missa)

Cuidar dos doentes, aprendendo o que significa amar

O Magistério sobre os temas do fim da vida reproposto pela carta “Samaritanus bonus”, que contém acentos pastorais: a pessoa deve ser cuidada e circundada de afeto até ao fim

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Hospital “Santa Maria della Pietà”, Casoria – reprodução Vatican News

Incurável não é jamais sinônimo de “incuidável”: esta é a chave de leitura para compreender a carta da Congregação para a Doutrina da Fé “Samaritanus bonus”, que tem como tema “cuidar das pessoas nas fases críticas e terminais da vida”. O documento, diante de uma perda de consciência comum sobre o valor da vida e de debates públicos por vezes demasiados condicionados por casos individuais evidenciados pelas notícias, reafirma claramente que “o valor inviolável da vida é uma verdade básica da lei moral natural e um fundamento essencial da ordem jurídica”. Portanto “não se pode escolher diretamente de atentar contra a vida de um ser humano, mesmo que ele ou ela o requeira”. Deste ponto de vista, a arquitrave que sustenta “Samaritanus Bonus” não contém nada de novo: de fato, o Magistério disse repetidamente não a qualquer forma de eutanásia ou suicídio assistido, e explicou que a alimentação e a hidratação são suportes vitais a assegurar à pessoa doente. O Magistério também se manifestou contra a chamada “obstinação terapêutica”, porque na iminência de uma morte inevitável “é lícito tomar a decisão de renunciar a tratamentos que provocariam somente um prolongamento precário e penoso da vida”.

A carta propõe, portanto, de forma precisa o que foi ensinado pelos últimos Pontífices e tem sido considerado necessário face a legislações cada vez mais permissivas sobre estas questões. As suas páginas mais novas são as que têm um acento pastoral, que dizem respeito ao acompanhamento e cuidado dos doentes que chegaram à fase final das suas vidas: cuidar destas pessoas nunca pode ser reduzido apenas à perspectiva médica. Há necessidade de uma presença coral que os acompanhe com afeto, presença, terapias apropriadas e proporcionais e assistência espiritual. Significativas são as referências à família, que “precisa de ajuda e meios adequados”. É necessário que os Estados reconheçam a primária e fundamental função social da família “e o seu papel insubstituível, também nesta área, fornecendo recursos e estruturas necessárias para a apoiá-la”, afirma o documento. De fato, o Papa Francisco recorda-nos que a família “sempre foi o ‘hospital’ mais próximo”. E ainda hoje, em muitas partes do mundo, o hospital é um privilégio para poucos, e está muitas vezes muito longe.

“Samaritanus bonus” mesmo que nos faça recordar o drama de muitos casos discutidos na mídia, ajuda-nos a olhar para os testemunhos dos que sofrem e dos que cuidam, para os muitos testemunhos de amor, sacrifício, dedicação aos doentes terminais ou a pessoas em persistente falta de consciência, assistidos por mães, pais, filhos, netos. Experiências vividas diariamente em silêncio, muitas vezes no meio de mil dificuldades. Na sua autobiografia, o cardeal Angelo Scola relatou um episódio que aconteceu anos atrás: “Durante uma visita pastoral a Veneza, um dia, enquanto saia da casa de uma pessoa doente, o pároco local apontou-me um senhor mais ou menos da minha idade com um ar muito discreto. Três semanas antes o seu filho tinha morrido, uma pessoa gravemente deficiente, incapaz de falar ou de andar, e que ele tinha carinhosamente cuidado durante mais de trinta anos, ajudando-o dia e noite e confortando-o com a sua presença constante. Único momento que se ausentava era nas manhãs de domingo, quando ia à missa. Diante desta pessoa senti um certo embaraço, mas como ocorre frequentemente a nós padres, senti-me obrigado a dizer algo. Deus o recompensará por tudo isso, balbuciei um pouco atordoado. E ele respondeu-me com um grande sorriso: “Patriarca, olha, eu já recebi tudo do Senhor porque Ele me fez compreender o que significa amar”.

Por Andrea Tornielli – Via Vatican News

2020-09-22T11:36:25-03:0022/09/2020|
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