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15º Domingo do Tempo Comum Chamados e Enviados Pelo Senhor

A Liturgia da Palavra deste Domingo do Tempo Comum nos apresenta Deus chamando e enviando em missão. Ele chama e envia os profetas e os apóstolos. Ele também nos chama e nos envia. A vocação de Amós e dos discípulos nos fazem refletir sobre a nossa vocação e missão.

Continuamos a ler o Evangelho segundo Marcos, contemplando, hoje, os apóstolos sendo enviados em missão, por Jesus Cristo. A iniciativa é de Jesus, recordando-nos que o chamado e o envio são dons de Deus, assim como, é dele a força necessária para o cumprimento da missão. Contudo, eles são enviados “dois a dois” (Mc 6, 7), mostrando-nos a importância de caminhar juntos e de assumir, juntos, a missão de evangelizar. Os discípulos missionários de Jesus Cristo são sempre discípulos em comunhão, conforme enfatizou a Conferência de Aparecida. Os apóstolos são enviados para pregar a conversão (Mc 6,12), que pressupõe a acolhida da Boa Nova de Jesus, com a mudança radical de mentalidade e de atitudes. Eles prolongam a missão de Jesus de libertar e curar (Mc 6,13), realizando sinais que manifestam a chegada do Reino. Para tanto, devem viver na simplicidade, despojando-se dos bens materiais.

O chamado é dom gratuito do Senhor, que não depende de critérios humanos, como os méritos pessoais. Necessita, porém, da resposta pessoal, a fé e a disponibilidade em caminhar e servir. Amós era um humilde vaqueiro e agricultor escolhido e enviado por Deus para profetizar. Numa época de grave divisão e conflitos, ele denunciou corajosamente as injustiças sociais e o culto sem a vivência da fé.

Na Carta aos Efésios, encontramos um belo hino de louvor, difundido entre as primeiras comunidades cristãs, entoado pelo grande missionário que foi São Paulo. Ele ressalta a vocação universal à santidade. Somos todos chamados a ser santos, segundo o desígnio de Deus, por meio de Jesus Cristo. Afirma o Apóstolo: “Em Cristo, Ele nos escolheu para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor” (Ef 1,4). A santidade é dom de Deus e somente pode ser vivida pela sua graça. É Jesus quem nos santifica; por Ele, somos libertados e perdoados (1,7). Este chamado gratuito de Deus deve ser vivido no dia a dia, cumprindo as nossas tarefas em meio aos atuais desafios, de acordo com a vontade Deus. Ao testemunhar o Evangelho, vivendo na santidade, nós contribuímos para construir o mundo novo querido por Deus, no qual “a verdade e o amor se encontrarão; a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade e a justiça olhará dos altos céus” (Salmo 85).

 

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília

15/07/2018

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