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30º Domingo do Tempo Comum

O Maior Mandamento

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília

 

No final deste Mês Missionário, a Liturgia da Palavra nos mostra como ser missionário. Jesus nos apresenta o resumo daquilo que somos chamados a anunciar e a testemunhar na vida cotidiana: amar a Deus de todo o coração e amar ao próximo como a si mesmo.  Nós somos missionários por meio do anúncio da salvação em Cristo, mas também pelo testemunho do amor ao próximo.

Não podemos descuidar do essencial, resumido por Jesus no mandamento do amor a Deus e ao próximo (Mt 22,34-40). Necessitamos refletir sobre como estamos vivendo o Evangelho. Num mundo marcado por mudanças e novidades, este mandamento de Jesus pode não receber a devida atenção dos próprios cristãos. Há o risco de considerá-lo bastante conhecido e sem maior interesse. Nesta palavra de Jesus está um programa de vida permanente para nós.

O amor ao próximo é parte essencial do anúncio do Evangelho. O anúncio deve ser acompanhado da caridade, que é sinal da acolhida da Palavra de Jesus e critério para saber se somos, de fato, seus discípulos. Nós somos missionários por meio do anúncio da Palavra, mas também pelo testemunho do amor. Contudo, o amor ao próximo está enraizado no amor a Deus. Nós amamos o próximo, sustentados pelo amor de Deus, como consequência do nosso amor a Deus.

A passagem do livro do Êxodo proclamada ressalta o amor pelos sofredores, naquele tempo, representados, especialmente, pelos estrangeiros, órfãos, viúvas e pobres. Nos somos chamados a viver o mandamento do amor a Deus e ao próximo em nossas comunidades, em meio aos familiares e amigos, mas especialmente onde as pessoas se encontram mais fragilizadas e desamparadas, necessitadas de atenção e solidariedade. Embora as ações pessoais sejam sempre muito necessárias, é muito importante a prática da caridade, de modo organizado, enquanto serviço comunitário.

Contudo, para ser missionário, isto é, para que a “fé em Deus” possa “propagar-se por toda parte”, é preciso uma atitude séria de conversão, “abandonando os falsos deuses para servir ao Deus vivo e verdadeiro”, segundo as palavras de São Paulo aos Tessalonicenses (1Ts 1,5-10).

Concluindo este Mês Missionário, recordemos que somos todos chamados a participar da missão evangelizadora da Igreja, segundo a vocação que cada um recebeu de Deus.  A Conferência de Aparecida destacou a necessidade de renovação missionária, envolvendo toda a Igreja: as comunidades paroquiais, as pastorais, os movimentos, os diversos ministérios, os seminários, as casas de formação e todas as instituições eclesiais. Ninguém deve ficar de fora! Somos todos chamados a ser Igreja missionária em toda a Arquidiocese de Brasília.

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