4º Domingo da Páscoa – 03.05.2020

A PALAVRA DO PASTOR

+ Dom Sergio da Rocha

BOM PASTOR E PORTA

O quarto Domingo da Páscoa é conhecido como “Domingo do Bom Pastor”. Nele, sempre se proclama um trecho do capítulo 10 do Evangelho segundo João, que apresenta Jesus como o Bom Pastor. No mesmo dia, somos convidados a rezar por aqueles que se dedicam ao cuidado pastoral do rebanho de Cristo. Por isso, o Domingo do Bom Pastor é também o Dia Mundial de Oração pelas Vocações.

No início do capítulo 10 de João, encontramos ressaltada a imagem da “porta”, além da figura do “pastor”, ambas muito significativas no ambiente pastoril da época. Por duas vezes, neste breve trecho, Jesus afirma: “Eu sou a porta das ovelhas” (v. 7 e 9). Quem entrar no redil por meio da “porta”, que é Jesus, “será salvo” (v.9). É preciso passar por essa “porta” para chegar à pastagem que traz vida.

Quanto à imagem do “pastor”, neste ano, contemplamos Jesus como o Bom Pastor que: a) “chama cada uma de suas ovelhas pelo nome”, o que denota relacionamento pessoal e proximidade; b) “caminha à frente das ovelhas”, indicando-lhes o caminho a seguir; c) e que veio para que as suas ovelhas “tenham vida e a tenham em abundância”. Quanto às ovelhas, aquelas que lhe pertencem, o seguem e escutam a sua voz. Em contraposição à figura do pastor, está a do “ladrão” que não passa pela porta, mas sobe por outro lugar, e que vem para “roubar, matar e destruir”.

A segunda leitura também nos apresenta Jesus como “o Pastor e guarda” da vida de cada um de nós. Ao recordar os sofrimentos de Cristo, a Primeira Carta de Pedro nos exorta a seguir os seus passos, suportando os sofrimentos por fazer o bem, jamais retribuindo o mal com o mal. (1Pd 2,20-25).

A nossa reposta diante do Bom Pastor deve ser de escuta fiel de sua voz e de conversão sincera, conforme nos pede o livro dos Atos dos Apóstolos: “Convertei-vos!” (At 2,38). Ao mesmo tempo, nós somos chamados a colocar a nossa interira confiança no Pastor que nos conduz e nos leva para as águas repousantes (Salmo 22).

Celebramos, hoje, o aniversário da primeira missa em Brasília, bendizendo a Deus pela fé que tem sido celebrada, vivida e testemunhada desde os primórdios da nova capital federal, que nasceu sob o signo da cruz de Cristo. Cabe a nós, hoje, a missão de continuar a transmitir a fé em Jesus Cristo que recebemos dos que nos precederam. Continuemos a rezar pelos que mais sofrem com a pandemia, de modo especial pelos enfermos e por suas famílias, pelos profissionais da saúde e por todos os que se dedicam ao cuidado dos doentes, pelos que faleceram e por seus familiares. Permaneça unido à Igreja, em oração, e procure ser solidário com os que mais sofrem.

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