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D.Sergio – 28/04/2019 – II Domingo da Páscoa

Cristo Ressuscitado na Igreja

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília

 

“Daí graças ao Senhor porque ele é bom! Eterna é a sua misericórdia”. Assim rezamos, hoje, com o Salmo 117, continuando a expressar louvor e alegria pela Páscoa da Ressurreição do Senhor. A Igreja nos pede que “os cinquenta dias entre o Domingo da Ressurreição e o Domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa”.

O segundo Domingo da Páscoa é o Domingo da Divina Misericórdia. O Evangelho segundo João (Jo 20,19-31) apresenta-nos Jesus Ressuscitado “no meio” da comunidade dos discípulos. As marcas da Paixão nas “mãos” e no “lado” de Jesus são sinais do seu amor misericordioso manifestado na cruz. A misericórdia divina manifesta-se também nesse encontro de Jesus Ressuscitado com os seus discípulos, ao transmitir-lhes a paz, o dom do Espírito e a missão de perdoar.

A narrativa joanina ressalta a comunidade como lugar privilegiado do encontro com o Ressuscitado, como demonstra-nos o apóstolo Tomé. Estar na Igreja, participar da Igreja reunida em oração, permite-nos afirmar, hoje: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20,28). A missão de Jesus continua na comunidade cristã através dos Apóstolos, testemunhas de Jesus Ressuscitado, conforme os Atos dos Apóstolos (At 5,12-16). Por meio deles, os “sinais e maravilhas” do Reino de Deus chegam a “multidão de homens e mulheres”, especialmente aos que mais sofriam. A comunidade cristã, em nossos dias, tem também o papel de testemunhar a misericórdia divina através de gestos concretos, com especial atenção aos enfermos e sofredores, a exemplo do que ocorria na Igreja primitiva. Para viver em comunidade, assim como, para viver em família, necessitamos muito da misericórdia divina e da misericórdia entre nós, o que inclui a caridade e o perdão.

A centralidade do Ressuscitado na Igreja é ressaltada também pelo Apocalipse de S. João. O Senhor Ressuscitado, cuja dignidade sacerdotal é simbolizada pela longa túnica e cuja dignidade real é representada pelo cinto de ouro, preside toda a Igreja, simbolizada pelos sete candelabros. Ele é “aquele que vive” para sempre, tendo vencido a morte, o fundamento de nossa fé e razão de nossa esperança.

Pedimos as orações de todos pela Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, a ser realizada em Aparecida – SP, nos dias 1º a 10 de maio, tendo como tema central as “Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil”, para o próximo quadriênio. Nela, serão eleitos os membros da nova presidência da CNBB e os presidentes das Comissões Episcopais de Pastoral. Permaneçamos unidos, em oração!

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