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Escuta e Anuncia a Palavra

Neste mês dedicado especialmente à Bíblia, somos convidados a crescer na escuta e na acolhida da Palavra de Deus, reconhecendo que ela é “Palavra da Salvação”. Necessitamos ter ouvidos abertos para escutar e a língua capaz de anunciar. Muitas vezes, nos comportamos como surdos e mudos diante da Palavra de Deus. O Evangelho segundo Marcos nos apresenta Jesus como aquele que “aos surdos faz ouvir e aos mudos falar” (Mc 7,37). A profecia de Isaías, hoje proclamada na primeira leitura, cumpriu-se plenamente em Jesus Cristo.

A cura realizada por Jesus do “homem surdo que falava com dificuldade” nos traz a esperança de poder superar a incapacidade de escutar e anunciar a Palavra. É por meio de Jesus que podemos alcançar essa graça. É ele quem toca os ouvidos e a língua daquele homem, dizendo “Efatá”, palavra aramaica que, segundo nos explica o próprio texto, significa “abre-te”. O encontro com Jesus mudou radicalmente a vida daquele homem. Esse gesto de Jesus foi conservado na liturgia batismal, a fim de que se abram os ouvidos e a boca de quem é chamado pelo batismo a ser discípulo e missionário de Jesus Cristo, ouvinte e anunciador do Evangelho.

A narrativa de Marcos destaca o olhar de Jesus para o céu (Mc 7, 34), levando-nos a voltar o nosso olhar para o Pai, reconhecendo que a vida nova é dom. Ao mesmo tempo, ressalta o papel dos que levaram o surdo a Jesus e ‘“pediram que Jesus lhe impusesse a mão” (Mc 7,32). Hoje, há muita gente necessitada de ajuda fraterna e de oração, para chegar até Jesus. Por isso, essa passagem do Evangelho nos faz pensar também no modo como testemunhamos a fé através da caridade. É importante ter presente que a cura foi realizada por Jesus na região da Decápole, território considerado pagão e, por isso, menosprezado por muitos naquele tempo. A boa nova se dirige a todos, especialmente aos mais sofredores. Continuando a obra de Jesus, os discípulos serão enviados a anunciar o Evangelho a todas as nações, entre os pagãos.

A carta de São Tiago nos ensina a não fazer “acepção de pessoas” (Tg 2,1), citando, como exemplo, a discriminação que poderia ocorrer se uma pessoa “bem vestida” fosse bem recebida na comunidade, enquanto outra, “com sua roupa surrada”, fosse menosprezada. O texto se conclui recordando-nos que Deus escolheu os pobres para “serem ricos na fé e herdeiros do reino” (Tg 2,5).

Em resposta à Palavra de Deus, o Salmo 145 nos convida a louvar ao Senhor, reconhecendo que ele é fiel para sempre, que ama e ampara os que mais sofrem.

 

Sérgio da Rocha,
Arcebispo de Brasília

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