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Ouvintes e Praticantes da Palavra

Retomamos, hoje, a leitura do Evangelho segundo Marcos, que está sendo proclamado nas missas da maior parte dos domingos do Tempo Comum deste Ano Litúrgico. Hoje, somos convidados a refletir sobre como temos escutado e praticado a Palavra de Deus. As leituras da Bíblia nos convidam a sermos ouvintes e praticantes da Palavra.

Os fariseus e mestres da lei questionam Jesus a respeito da observância das leis e costumes pelos seus discípulos. Os fariseus seguiam muitas leis e preceitos que o povo tinha dificuldade de conhecer e praticar. Eles seguiam “preceitos humanos”, a “tradição dos homens”, ao invés do “mandamento de Deus”. Jesus os chama de “hipócritas”, por honrarem a Deus com os lábios, enquanto o coração deles estava distante do Senhor. Jesus aproveita a ocasião para ensinar a multidão a respeito daquilo que torna impuro o homem, isto é, o que sai “de dentro do coração humano” (Mc 7,21). Ao invés de preocupar-se com aparências, como faziam os fariseus, é preciso cuidar do interior, do “coração”, a fim de agradar a Deus e praticar fielmente a sua Palavra.

O livro do Deuteronômio nos exorta a “guardar os mandamentos”, a “por em prática” a Palavra de Deus como condição para ter a vida (Dt 4,1). Muito diferente da atitude dos fariseus perante a Lei é o que propõe o Deuteronômio, ao ressaltar a necessidade de fidelidade e obediência à Palavra de Deus, sem jamais deturpar o seu sentido, nada acrescentando ou tirando (Dt 4,2). Semelhante mensagem é dirigida aos primeiros cristãos pela Carta de São Tiago que nos exorta: “sede praticantes da palavra e não meros ouvintes”, pois quem se tornasse mero ouvinte estaria enganando-se a si mesmo. A prática da Palavra deve acontecer pelo testemunho da caridade para com os pobres e sofredores e pela atitude de “não se deixar contaminar pelo mundo” (Tg 1,27).

Necessitamos dar mais atenção à Palavra de Deus para ser Igreja missionária. Na Arquidiocese de Brasília, temos como uma das prioridades pastorais “a animação bíblica da vida e da pastoral”, que deve ser assumida por todas as paróquias, pastorais e movimentos. É preciso que todos tenham “a Bíblia na mão, a Palavra de Deus no coração e os pés na missão”, conforme temos repetido nas Visitas Missionárias.

Neste último domingo do mês Vocacional nos recordamos de nossos Catequistas, que se dedicam generosamente a ensinar a Palavra de Deus, em nossas comunidades. Cada catequista seja sempre ouvinte, praticante e anunciador da Palavra! A todos, a gratidão, as orações e o fraterno apoio de nossas comunidades e famílias!

 

Sérgio da Rocha,
Arcebispo de Brasília

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