Solenidade da Assunção de Nossa Senhora – 16.08.2020

A PALAVRA DO PASTOR

+Dom José Aparecido Gonçalves de Almeida

APARECEU NO CÉU UM GRANDE SINAL!

Enquanto contempla o mistério da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria aos céus em corpo e alma, a Igreja no Brasil se dedica neste domingo a refletir sobre a vocação à Vida Consagrada, como expressão da presença de testemunhas e sinais do Reino de Deus presente e atuante na história. Suplicamos com a Virgem Mãe elevada à glória dos Céus que muitos irmãos e irmãs se disponham a discernir a própria vocação para o seguimento de Jesus através da profissão dos conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência.

A primeira leitura, extraída dos capítulos 11 e 12 do Apocalipse apresenta o grande sinal da “mulher que tem o sol por manto, a lua sob os pés, e uma coroa de doze estrelas na cabeça” (Ap 12,1). Nela, a piedade e a iconografia católica reconhecem a Virgem Imaculada que foi assunta ao céu. Nela a Tradição da Igreja reconhece a imagem da Igreja, o novo povo de Deus, sempre ameaçada pelo Dragão infernal. Nessa página da Revelação, o Dragão significa ao mesmo tempo a antiga serpente (Gen. 3,15) e os poderes mundanos, causa segunda da ação diabólica daquele que é o homicida, dos que então como hoje perseguem à morte os discípulos de Jesus. No dogma da Assunção da Virgem Maria, proclamado por Pio XII, dia 1 de novembro de 1950, a Igreja nos ensina que não há comparação entre os sofrimentos do tempo presente e a glória que nos está reservada no céu (cf Rom 8,18). Conforme às promessas feitas por Deus já no protoevangelho (Gen 3,15) a antiga serpente é derrotada pela descendência da mulher, abrindo-nos assim o caminho da vida. A Igreja aplica à Santíssima Virgem e ao amor esponsal da vida consagrada as palavras do salmo 44, rezado neste domingo.

Na primeira Epístola aos Coríntios, descobrimos o fundamento da graça da Assunção de nossa Senhora precisamente na vitória de Cristo sobre a morte e sobre todos os principados e potestades. A antiga serpente foi posta debaixo dos pés do Ressuscitado e já não tem poder sobre os redimidos.

Do evangelho (Lc 1,38-56) a Igreja aprende a perpetuar no tempo o seu Magnificat pelas grandes coisas realizadas na história através da jovem Myriam de Nazaré. E assim, no seio da assembleia orante, os consagrados e consagradas unem sua voz à da Igreja para celebrar a glorificação da Mãe do Senhor: “Hoje, a Virgem Maria, Mãe de Deus, foi elevada à glória do céu. Aurora e esplendor da Igreja triunfante, ela é consolo e esperança para o vosso povo ainda em caminho, pois preservastes da corrupção da morte aquela que gerou, de modo inefável, vosso próprio Filho feito homem, autor de toda a vida” (Prefácio).

A Liturgia a este ponto prossegue aclamando a esperança da glória eterna, unindo a Igreja peregrina à triunfante para cantar o hino ao Deus três vezes santo, fonte de todos os dons.

Confiantes na materna intercessão de Maria Assunta, peçamos a Deus santas vocações para a vida Consagrada em nossa amada Igreja de Brasília.

 

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email
Share on print
ATUALIDADES
AGENDA

2021 dezembro

Semana 2

seg 29
ter 30
qua 1
qui 2
sex 3
sáb 4
dom 5
seg 6
ter 7
qua 8
qui 9
sex 10
sáb 11
dom 12
seg 13
ter 14
qua 15
qui 16
sex 17
sáb 18
dom 19
seg 20
ter 21
qua 22
qui 23
sex 24
sáb 25
dom 26
seg 27
ter 28
qua 29
qui 30
sex 31
sáb 1
dom 2
SITES INDICADOS
Open chat