XXVII Domingo do Tempo Comum – 04.10.2020

A PALAVRA DO PASTOR

+Dom José Aparecido Gonçalves de Almeida

ARRENDARÁ A VINHA A OUTROS VINHATEIROS…

O mês de outubro é tradicionalmente dedicado ao Santo Rosário e às Missões. No Brasil, as Pontifícias Obras Missionárias, em colaboração com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, e outros organismos, realiza a Campanha Missionária, que neste ano reflete sobre o tema “A vida é missão”, inspirando-se em Isaías 6,8: “Eis-me aqui, envia-me”. A Igreja de Brasília acolhe a Campanha com o propósito de robustecer o seu ardor missionário e, assim como o Papa Francisco disse aos católicos chineses, nós também suplicamos “uma nova efusão do Espírito Santo, para que em vós possam resplandecer a luz e a beleza do Evangelho, poder de Deus para a salvação de quem acredita”.

A Igreja se reconhece na belíssima imagem da Vinha do Senhor apresentada pelo profeta Isaías (cf. LG 6). Este cântico nupcial mostra o amor e os cuidados do Senhor com a Sua vinha: “O que poderia eu ter feito a mais por minha vinha e não fiz?” (Is 5,4), embora num dado momento tenha dela se desencantado. Por isso o começo lírico se converte depois em anúncio de castigos. A casa de Israel deverá reconhecer a sua culpa para voltar a produzir “frutos de justiça e obras de bondade” (5,7). Do contrário, como veremos no Evangelho, o Senhor confiará a vinha a novos vinhateiros: o novo Israel. As vicissitudes históricas do povo da primeira Aliança se tornarão ocasião para a abertura universal do anúncio da salvação.

Na parábola dos vinhateiros homicidas (Mt 21,33-43), Jesus se refere ao rechaço de Israel a seu Deus e à decisão divina de criar para Si um novo povo. Começa com uma evocação implícita da profecia narrada na primeira leitura (Is 5,1-7), dirigindo-se às classes dirigentes de Israel. Deus enviou os profetas, que não recolheram os frutos por Ele desejados, e foram maltratados ou mortos. Finalmente, Jesus se refere a Si mesmo: o divino Vinhateiro enviou Seu Filho. Os profetas eram servos, Jesus é o Filho. Mateus, que escreve para judeus, é o único a dizer que Deus entregará a vinha a um outro povo, aludindo assim à Igreja, novo povo de Deus, que sofre perseguição como o seu Senhor.

O Apóstolo Paulo, já preso por causa do Evangelho, dirige-se aos filipenses, também imersos em adversidades. Ele exorta-os a depositar a confiança no Senhor através da oração: “Irmãos, não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças” (Fl 4,6). Se o Senhor, o Esposo, a verdadeira Videira, do qual os filipenses são novos sarmentos, é perseguido, também os ramos o serão. Portanto, é preciso confiar no Senhor, “ocupando-nos de tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro…”, e o Deus da paz estará com a Sua Vinha, com o Seu povo.

Com o Rosário, a oração dos simples, suplicamos neste mês a graça de sermos sempre uma Igreja Missionária.

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