XXXIV Domingo do Tempo Comum 22/11/2020

A PALAVRA DO PASTOR

+Dom José Aparecido Gonçalves de Almeida

 

SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO REI DO UNIVERSO

 

O Papa Pio XI, ao instituir a festa de Cristo Rei em 1925, com a Encíclica Quas primas, quis proclamar solenemente a realeza, o senhorio de nosso Senhor Jesus Cristo sobre o mundo, sobre a história. Este senhorio do Senhor se estende a todas as pessoas, às famílias e às cidades, aos povos e às nações, enfim sobre todo o universo. A proclamação da realeza de Cristo sobre a sociedade – sem prejuizo de reconhecer o valor da genuina laicidade do estado moderno –, é um remédio que se põe aos efeitos nefastos da ideologia laicista que pretende organizar a vida social como se Deus não existisse. Organizar a vida social sem reconhecer na natureza humana o anelo pela transcendência e o desejo de respostas para questões fundamentais da existência, tem levado ao aviltamento da dignidade humana, a muitas formas de pobreza, de escravidão, de corrupção e de abuso de poder de um homem sobre outro, de um povo sobre outro. O reino de Deus apregoado por Jesus, não apenas para a eternidade, começa na história, oferecendo remédio para os males presentes nas relações dos homens com a criação, dos homens entre si, bem como entre a humanidade e o Criador.

Ao declarar diante de Pilatos que o Seu reino não é deste mundo (Jo 18,36), o Senhor Jesus não se esquiva do compromisso histórico, mas rejeita as estratégias de poder, tomando a misericórdia e o serviço humilde aos irmãos como caminho para edificar a civilização do amor. Reivindica a realeza oferecendo a Sua vida em resgate por muitos.

Na primeira leitura, Ezequiel mostra que a majestade e a realeza de Deus se manifestam na imagem do pastor que cuida das ovelhas: “Como o pastor toma conta do rebanho… eu mesmo vou apascentar as minhas ovelhas e fazê-las repousar. Vou procurar a ovelha perdita, reconduzir a extraviada, enfaixar a da perna quebrada, fortalecer a doente, vigiar a ovelha gorda e forte. Vou apascentá-las conforme o direito”. (Ez 34, 12.15-16). O próprio Jesus aplica a Si e à Sua atuação a imagem do Bom Pastor que dá a vida pelas ovelhas. Na Sua vitória sobre o pecado e a morte, Ele destrói “todo o principado, todo poder e força” (1Cor 15,25), e submete tudo ao Pai “para que Deus seja tudo em todos” (v. 28).

A sua realeza não consiste em honrarias e de aparências, mas precisamente na “justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rm 14,17). Esta realeza, vêmo-la descrita na parábola do juizo final (Mt 25,31-46). O critério para decidir sobre a nossa participação na vida eterna é precisamente este: “o que fizestes a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40).

Se pomos em prática o amor ao nosso próximo, segundo a mensagem evangélica, então abrimos espaço para o Senhorio de Deus, e o Seu Reino se realiza entre nós” (Bento XVI) e nos tornamos todos irmãos conforme o ardente convite feito pelo Papa Francisco na sua última encíclica “Fratelli tutti”.

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