Horário de Funcionamento e Visita
Segunda-feira: das 08h às 17h
Terça e Sexta-feira: das 10:30h às 17h (limpeza da Nave Central das 08h às 10:30h)
Quarta, Quinta Sábado e Domingo: das 08h às 17h
Hours of Operation and Visit
Monday: 8am at 5pm
Tuesday and Friday: 10:30 - 17: 00 (cleaning of the Central Ship from 08:30 - 10:30)
Wednesday, Thursday Saturday and Sunday: from 08h to 17h
Horários de Funcionamento na Pandemia
Segundas: fechada
De terça a sexta: das 08h às 12h15 (inicio da missa) depois fecha.
Sábados: das 08h às 17h (inicio da missa)
Domingos: das 09 às 12h e das 16h às 18h (inicio da missa)

O desafio de se viver em família

A família é realmente uma comunidade de pessoas, onde o modo próprio de existirem e viverem juntas é a comunhão de pessoas. Também aqui, sempre ressalvando a absoluta transcendência do Criador relativamente à criatura, emerge a referência exemplar ao – Nós – divino. Somente as pessoas são capazes de viverem em comunhão, e a família tem início na comunhão conjugal, que o Concílio Vaticano II classifica como – aliança, na qual o homem e a mulher dão-se mutuamente e recebem um ao outro (…).

Na família assim constituída, manifesta-se uma nova unidade, na qual encontra pleno cumprimento a relação de comunhão dos pais. A experiência ensina que esse cumprimento representa, no entanto, uma tarefa e um desafio. A tarefa empenha os cônjuges, na atuação da sua aliança originária.

Os filhos, por eles gerados, deveriam – está aqui o desafio – consolidar tal aliança, enriquecendo e arraigando a comunhão conjugal do pai e da mãe. Quando tal não sucede, há de se perguntar se, o egoísmo, que por causa da inclinação humana para o mal, esconde-se inclusive no amor do homem e da mulher, não seja mais forte do que esse amor. É preciso que os esposos estejam bem cientes disso.

É necessário que, desde o princípio, eles tenham os corações e os pensamentos voltados para aquele Deus, do Qual toda a paternidade toma o nome, a fim de que, a sua paternidade e maternidade tirem daquela fonte, a força de se renovarem continuamente no amor.

Paternidade e maternidade
Paternidade e maternidade representam, em si mesmos, uma particular confirmação do amor, cuja extensão e profundidade original permitem descobri-la. Isso, porém, não acontece automaticamente. É, antes, um dever confiado a ambos: ao marido e à esposa. Na vida deles, a paternidade e a maternidade constituem uma novidade e uma riqueza tão sublime que, apenas de joelhos, é possível abeirar-se delas.

A experiência ensina que o amor humano, por sua natureza, orientado para a paternidade e a maternidade, é às vezes afetado por uma profunda crise, que o deixa seriamente ameaçado. Há que tomar em consideração, nesses casos, o recurso aos serviços oferecidos pelos consultórios matrimoniais e familiares, mediante os quais é possível valer-se, entre outras coisas, da ajuda de psicólogos e psicoterapeutas especificamente preparados. Não se pode esquecer, todavia, que continuam sempre válidas as palavras do Apóstolo: “Dobro os joelhos diante do Pai, do Qual toda a paternidade, nos Céus como na Terra, toma o nome”. O matrimônio sacramento é uma aliança de pessoas no amor.

E o amor pode ser aprofundado e guardado apenas pelo Amor, aquele Amor que é “derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi concedido” (Rom 5, 5). A oração não deveria concentrar-se sobre o ponto crucial e decisivo da passagem do amor conjugal à geração e, por isso, à paternidade e maternidade? Então, não é precisamente que se torna indispensável a efusão da graça do Espírito Santo, invocada na celebração litúrgica do sacramento do matrimônio?

O Apóstolo, dobrando os joelhos diante do Pai, implora-Lhe que “vos conceda (…) que sejais poderosamente fortalecidos pelo seu Espírito quanto ao crescimento do homem interior” (Ef 3, 16). Esta força do homem interior é necessária na vida familiar, especialmente nos seus momentos críticos, ou seja, quando o amor, que no rito litúrgico do consentimento conjugal foi expresso pelas palavras: “Prometo ser-te fiel, (…) por toda a nossa vida”, é chamado a superar um difícil exame.

(Trecho da Carta de João Paulo II às famílias – 1994)

2018-03-06T21:36:15-03:0006/03/2018|
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