Horário de Funcionamento e Visita
Segunda-feira: das 08h às 17h
Terça e Sexta-feira: das 10:30h às 17h (limpeza da Nave Central das 08h às 10:30h)
Quarta, Quinta Sábado e Domingo: das 08h às 17h
Hours of Operation and Visit
Monday: 8am at 5pm
Tuesday and Friday: 10:30 - 17: 00 (cleaning of the Central Ship from 08:30 - 10:30)
Wednesday, Thursday Saturday and Sunday: from 08h to 17h

O Dia Internacional dos Direitos da Mulher e pela Paz

Com este título mais longo e preciso a Assembleia Geral da ONU aprovou o Dia Internacional da Mulher em 8 de março de 1977. Sempre são citadas duas fontes para a origem desta data: a de 1857 em Nova York quando 129 operárias morreram carbonizadas depois de ter sido trancadas pelos patrões que rejeitaram a reivindicação das 16 horas diárias, e a de uma manifestação de operárias em Petrogrado que iniciou o processo da revolução russa em fevereiro de 1917 (calendário Juliano).

É importante considerar a associação que faz o enunciado mais completo da data, dos direitos da mulher com a paz. Diante daqueles que opinam o contrário, que levianamente afirmam que são culpa do movimento e luta pela promoção da consciência feminina, as tensões e conflitos atuais entre homens e mulheres, de acordo com o Evangelho defendemos, que só podemos ser livres quando respeitamos a liberdade, a dignidade e os direitos dos outros, neste caso das outras. 

A paz é possível no reconhecimento da alteridade e solidariedade entre todas as pessoas, quando oprimimos alguém ou destratamos um ser humano qualquer, estamos ofendendo a todos/as e colocando em grave risco a concórdia e a fraternidade universal. Por outra parte tem se comprovado que a liderança feminina é inclusiva e pacificadora, guiando-se pela lógica da misericórdia e a ternura que aproximam e reconciliam as pessoas. 

Se queremos um mundo mais seguro e mais habitável com respeito à integridade do planeta e da vida de todos os seres humanos e das criaturas, urge a participação mais intensa da mulher nos destinos do mundo, bem como sua inspiração e visão complementar na condução da família, Igreja e sociedade. 

Contra a violência, exploração e pornografia que degradam a mulher, propomos uma sociedade mais equitativa e igualitária que dignifique a mulher e o homem libertando-os do poder dominador para uma cultura de comunhão e reciprocidade. Que Nossa Senhora Aparecida abençoe suas filhas, para que se tornem protagonistas e sujeitos de uma história mais humana, e possam como Ela acalentar a terra com seu carinho e ternura. Deus seja louvado!

Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo de Campos (RJ)

2017-03-07T09:11:16-03:0007/03/2017|