Horário de Funcionamento e Visita
Segunda-feira: das 08h às 17h
Terça e Sexta-feira: das 10:30h às 17h (limpeza da Nave Central das 08h às 10:30h)
Quarta, Quinta Sábado e Domingo: das 08h às 17h
Hours of Operation and Visit
Monday: 8am at 5pm
Tuesday and Friday: 10:30 - 17: 00 (cleaning of the Central Ship from 08:30 - 10:30)
Wednesday, Thursday Saturday and Sunday: from 08h to 17h
Horários de Funcionamento na Pandemia
Segundas: fechada
De terça a sexta: das 08h às 12h15 (inicio da missa) depois fecha.
Sábados: das 08h às 17h (inicio da missa)
Domingos: das 09 às 12h e das 16h às 18h (inicio da missa)

O MISTÉRIO DA PIEDADE

Contemplar o mundo em que vivemos e os nossos contemporâneos, prescindindo das virtudes da fé e da esperança, gera em nós um sentimento de temor que nos leva a afirmar que, em pleno século XXI, ainda é assustador o mistério da iniquidade que se manifesta em inúmeros atos de desamor, de exploração e de abandono das verdades centrais da nossa fé. Se não cuidamos, corremos o risco de achar que, no mundo de hoje, ser um bom cristão pode parecer algo que está acima das nossas forças. Contudo, como propagadores da Boa Nova de Cristo, temos que confessar que existe um mistério muito maior que o da iniquidade. Intrepidamente, temos que afirmar ao nosso próximo que “grande é o mistério da piedade!” (1 Tm 3,16).

O mistério da piedade nos conduz à reconciliação e à plena união com o nosso Redentor e esse mistério se realiza quando aderimos aos projetos de Deus que, em Cristo, assumiu a natureza humana para nos possibilitar a redenção. Por amor, misericórdia e piedade por todos e cada um de nós, Jesus Cristo nos faz perceber que, quando lutamos por um ideal, um sólido objetivo, nós nunca somos derrotados. Ele exulta quando percebe nosso arrependimento e nos ouve dizer: “Piedade, Senhor, piedade, pois em vós se alegra a minha alma!” (Sl 56,2).

Diante da nossa contrição, Cristo se derrete em atos de misericórdia e de piedade e vai, aos poucos, nos orientando sobre o que é melhor para nós e o que é melhor para o bem do outro. Como sabemos, “quando Deus se pronuncia, fala de coisas que têm a máxima importância para cada pessoa, para as populações do século XXI, em não menos medida do que aquelas do século I. Os Dez Mandamentos e as Bem-aventuranças falam da verdade e da bondade, da graça e da liberdade, de tudo o que é necessário para entrar no Reino de Cristo”. (Homilia do Papa João Paulo II, no Monte das Bem-aventuranças em 24 de março de 2000).

Para fazer contraposição ao mistério da iniquidade, é necessário que cada vez mais saibamos evitar todas as expressões do pecado e, por isso, somos chamados a realizar frequentemente uma operação de limpeza em nossas almas. Ao realizar uma boa operação de limpeza em nosso íntimo, por meio da participação no sacramento da Volta, nós experimentamos o poder da piedade divina que nos transforma em testemunhas da misericórdia. Como testemunhas da misericórdia, de uma certa forma, podemos dizer que tal qual um bom corretor ortográfico, o nosso Deus está sempre nos interpelando: Livremente, você aceita a exclusão de todos os atos de injustiça que lhe são propostos? Fielmente, você tem sabido rejeitar tudo aquilo que lhe exclui da Minha graça?  Docilmente, você tem sabido controlar as alterações das tentações que cotidianamente lhe cercam?

Fazendo bom uso das práticas de piedade que Deus nos propõe, nós deletamos em nossas atitudes tudo o que gera a morte ou os vícios e preenchemos esse espaço com muitas obras de misericórdia e de santidade. Ao aderir às sugestões e às correções que Deus nos faz no dia a dia, estamos superando todas as falhas e combatendo todos os erros. Se formos atenciosos, nós veremos que, quando achamos que é necessária uma pequena pausa – uma vírgula – para realizar um breve exame de consciência, Cristo vem ao nosso encontro e nos propõe uma pausa maior – um ponto e vírgula ou dois pontos – para que possamos perceber o que ainda nos afasta do Seu amor. Quando, por comodismo, nós achamos que os nossos conhecimentos de fé são mais do que suficientes, o próprio Cristo nos sacode e nos faz ver quantas lições de fé e quantas obras de caridade há ainda a serem descobertas e realizadas. Ele também nos faz ver que o poema ou a poesia da nossa vida na fé requer sempre uma nova estrofe e um novo parágrafo. Cuidando com renovado esmero da correspondência ao amor do nosso Deus, concretizamos as obras de piedade que nos fazem ir à procura do próximo que está afastado da Casa do Pai, professando: “O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores!” (Sl 24,8).

Hoje, amanhã e sempre, é imprescindível que saibamos aderir à piedade de Deus! É urgente que sejamos conhecidos como testemunhas do mistério da piedade! Por crer na piedade do Altíssimo, clamamos ao Senhor, utilizando as palavras de Santo Afonso de Ligório: “Filho amado do Eterno, apoderai-vos da minha liberdade, da minha vontade, de tudo o que é meu, da minha própria pessoa e dai-vos a mim. Eu vos amo, eu vos busco, por Vós suspiro e só a vós quero, sim só a Vós. Meu Jesus, fazei que eu seja todo vosso!”.  Fazei, Senhor, que eu permaneça suplicando: “Meu Deus, tende piedade de mim!” (Lc 18, 13).

                                                                                                                Aloísio Parreiras

                                                             (Escritor e membro do Movimento do Emaús)

2020-10-08T12:47:32-03:0008/10/2020|
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