Horário de Funcionamento e Visita
Segunda-feira: das 08h às 17h
Terça e Sexta-feira: das 10:30h às 17h (limpeza da Nave Central das 08h às 10:30h)
Quarta, Quinta Sábado e Domingo: das 08h às 17h
Hours of Operation and Visit
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Tuesday and Friday: 10:30 - 17: 00 (cleaning of the Central Ship from 08:30 - 10:30)
Wednesday, Thursday Saturday and Sunday: from 08h to 17h
Horários de Funcionamento na Pandemia
Segundas: fechada
De terça a sexta: das 08h às 12h15 (inicio da missa) depois fecha.
Sábados: das 08h às 17h (inicio da missa)
Domingos: das 09 às 12h e das 16h às 18h (inicio da missa)

Papa: “Unidade dos cristãos não tolera proselitismo nem marcha à ré”

Na manhã desta quinta-feira (10/11) o Papa Francisco recebeu os participantes da Plenária do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. Desta vez, o tema do encontro é “Unidade dos cristãos: que modelo de plena comunhão?”.

Durante este ano, o Papa teve oportunidade de participar de muitos encontros ecumênicos, seja em Roma como em suas viagens, podendo constatar que o desejo de comunhão está vivo e é intenso. Em seu discurso ao grupo, Francisco reiterou que uma das suas principais preocupações no ministério pontifício é a unidade dos cristãos e sugeriu:

Antes de tudo, conformar-nos a Cristo

“Esta é uma exigência que brota do íntimo do nosso ‘crer’ em Jesus Cristo, mas não basta concordar na compreensão do Evangelho; é preciso que todos nós sejamos unidos a Cristo e em Cristo. É a nossa conversão pessoal e comunitária, a nossa gradual conformação com Ele, a nossa vida sempre mais Nele que nos permite crescer na comunhão. É a alma na qual se baseiam nossas sessões de estudo e todos os esforços para alcançarmos pontos de vista cada vez mais próximos”.

Segundo o Papa, este é o alicerce para desmascarar falsos modelos de comunhão que não geram unidade, ao contrário, a contradizem em sua essência. E já que a unidade não é fruto de esforços humanos e de compromissos diplomáticos, o que podemos fazer? Acolher o dom que vem do alto e torná-lo visível a todos os homens, respondeu.

Em caminho, na consciência de sermos todos pecadores

“É um caminho, com sua tabela de marcha, seus ritmos, às vezes lentos e outras vezes acelerados; requer esperas, tenacidade, fadiga e esforço; não anula conflitos nem cancela contrastes. Todavia, quem percorre este caminho é confortado pela contínua experiência de uma comunhão felizmente avistada, mesmo que não ainda alcançada”, prosseguiu o Papa.

“Qual é a relação que mais une todos nós do que sermos pecadores e ao mesmo tempo alvo da infinita misericórdia de Deus, a nós revelada por Jesus Cristo? Todas as divergências teológicas que ainda dividem os cristãos serão superadas somente ao longo deste caminho”.

Unidade não é conformidade, absorvimento ou proselitismo

Outro ponto ressaltado pelo Pontífice foi que “a unidade não é conformidade. Suprimir as tradições teológicas, litúrgicas, espirituais e canônicas é ir contra o Espírito Santo. Se, ao invés, nos deixarmos guiar por ele, a riqueza, a variedade e a diversidade não se tornarão conflitos.

Enfim, Francisco sublinhou que “a unidade não é absorvimento”, não é um compromisso “a marcha à ré”, não obriga ninguém a renegar a própria história de fé.

“A unidade não tolera o proselitismo, que é um veneno para o caminho ecumênico. Por isso, as comunidades cristãs não devem ‘fazer concorrência’, mas colaborar, explicou o Papa, lembrando que sua recente visita a Lund lhe recordou a atualidade do princípio ecumênico formulado em 1952, que aconselha os cristãos a “fazerem juntos todas as coisas, menos nos casos em que as profundas dificuldades de convicção imponham uma ação separada”.

O Pontífice terminou o discurso assegurando suas orações por todos e pedindo-as também para ele.

Por Rádio Vaticano

2016-11-10T12:44:14-03:0010/11/2016|
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