Relíquias do santo e réplica de sua imagem estarão na Catedral no dia 23 de setembro
As relíquias de São Vicente de Paulo estarão na Catedral Metropolitana de Brasília durante todo o dia 23 de setembro. A visita faz parte da peregrinação que percorre o Brasil desde 2024, levando também uma réplica da imagem do santo às comunidades da Família Vicentina.
São Vicente de Paulo dedicou sua vida aos pobres e ao serviço. Sua espiritualidade deu origem a diferentes congregações, associações e grupos que, reunidos na Família Vicentina, seguem vivendo seu carisma em diversos países.
No centro do relicário está uma relíquia de primeiro grau. Um fragmento de osso de uma das costelas do religioso. Também fazem parte do conjunto uma parte de uma túnica usada por São Vicente e uma carta escrita por ele a Santa Luísa de Marillac, em maio de 1630.
Na carta, São Vicente recomenda a leitura do Tratado do Amor de Deus, de São Francisco de Sales. A mensagem reforça a centralidade do amor na espiritualidade do santo.
“Receber a relíquia de primeiro grau de um santo, como dizia São Vicente, é receber o próprio santo”, explica o Pe. Edson Friedrichsen, CM, responsável pelas relíquias e coordenador da peregrinação.
A réplica da imagem de São Vicente foi feita por um artista mexicano e reproduz a imagem que está na Casa Mãe da Congregação da Missão, em Paris. A peça foi presenteada à Cúria Geral da Congregação durante as celebrações pelos 400 anos do surgimento do carisma vicentino.
A peregrinação teve início no contexto das celebrações dos 400 anos da Congregação da Missão e foi aberta oficialmente em março de 2024, durante a Romaria Nacional da Sociedade de São Vicente de Paulo, em Aparecida (SP). O percurso pelo Brasil segue até 2 de abril de 2028.
Em Brasília, as relíquias passam pelo Centro de Convenções Ulysses Guimarães e por comunidades da Família Vicentina antes de chegarem à Catedral. Depois, seguem para o Santuário São Francisco de Assis, a Paróquia São Vicente de Paulo, em Taguatinga, e o Santuário Medalha Milagrosa, no Riacho Fundo II.
Para o Pe. Edson, a passagem por Brasília também recorda a história da presença vicentina no país.
“Levar essa experiência para o centro da nação, nesta Catedral tão significativa, é dizer a Deus muito obrigado por toda a história da Família Vicentina no Brasil”, afirma.
A visita também ocorre durante o período em que foi concedido o benefício da indulgência aos fiéis que visitarem as relíquias e cumprirem as condições estabelecidas pela Igreja. A concessão foi feita pela Penitenciaria Apostólica por ocasião do ano jubilar da Congregação da Missão e posteriormente renovada para o Brasil.
